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Extrato da casca de magnólia

Queria saber mais sobre essa tal casca de magnólia, sobre a qual ouvi falar num programa de TV americano....

Magnolia officinalis é uma árvore chinesa, cultivada por sua beleza ornamental e fragrância, cuja casca contém dois ativos medicinais bastante interessantes, o honokiol, o mais poderoso dos dois, e o magnolol, há séculos utilizados na medicina tradicional chinesa. Para consumo, a casca pode ser encontrada seca ou em forma de tintura, mas é em cápsulas que ela é mais consumida e prescrita.

Um estudo publicado em 2000 no Journal of Pharmacy and Pharmacology confirmou que o honokiol tem um poderoso efeito ansiolítico, mas os dois compostos ajudam a aumentar a quantidade de acetilcolina no cérebro, que por sua vez produz um efeito calmante, reduzindo o acúmulo de cortisol, o hormônio do estresse e da ansiedade. Como alguns dos efeitos colaterais do cortisol é o ganho de peso e a insônia, além de atuar no controle do estresse e da ansiedade, a casca de magnólia atua também no controle do peso e como uma alternativa natural para a substituição da melatonina, o hormônio do sono. Na Universidade de Nanjing, na China, um outro estudo, publicado no Progress in Neuro-psicofarmacologia e Biological Psychiatry, confirma que o extrato da casca de magnólia tem também propriedades antidepressivas. Já o Nutrition Journal publicou um estudo em 2008, escrito pelo Dr. Douglas Kalman e colaboradores, que mostrou a eficácia da casca de magnólia na redução de alguns tipos de ansiedade em humanos, sem efeitos adversos, sendo mais efetiva em sentimentos agudos de ansiedade e menos em transtornos de ansiedade e depressão de longo prazo.

A melhor notícia é que este suplemento não causa vício nem efeitos colaterais graves, diferente da melatonina sintética, cujo uso abusivo, sobretudo por mulheres, é um grande motivo de preocupação e um dos principais assuntos discutidos em congressos da categoria médica.

Mesmo sendo considerado um suplemento dietético, a magnólia precisa ser tratada como uma medicação e tomada corretamente. O Dr. Michael Breus, um estudioso americano sobre a casca de magnólia e seus efeitos sobre a qualidade do sono, recomenda 30 mg diárias, ingeridos à noite, durante 6 semanas, a fim de controlar a ansiedade e redefinir o ciclo do sono. No entanto, não deve ser associado a qualquer outro tipo de medicamento para o sono, seja ele alopático, homeopático ou fitoterápico. O Dr. Breus também sugere ótimas dicas para melhorar o desempenho da suplementação como:

Definir um horário para deitar e dormir e respeitá-lo regularmente

Controlar a exposição à luz, desligando os equipamentos eletrônicos ou colocando-os distantes da vista

Reduzir a quantidade de luz ao chegar em casa

Interromper o consumo de cafeína após as 14:00 horas e do álcool três a quatro horas antes de dormir

Experimentar as tiras nasais ou um descongestionante nos casos de roncopatia ou congestionamento nasal

Alongar ou praticar o relaxamento muscular progressivo enquanto na cama, sobretudo para aliviar dores

Em 2010 foi publicado um artigo, no The Journal of Ethnopharmacology, pelo Dr. Uwe Koetter e seus colaboradores, que mostrou que o extrato da casca de magnólia estimula os receptores de dopamina, serotonina e benzodiazapina, imitando substâncias químicas naturais em nosso corpo que suportam o equilíbrio de humor e relaxamento necessário para uma boa noite de descanso. Dr. Koetter conclui que esta descoberta científica apoia o uso tradicional da casca de magnólia no tratamento de ansiedade e insônia.

Além dos efeitos já citados, há vários estudos que suportam o uso da casca de magnólia no combate ao câncer. Em um artigo publicado na revista Bioscience, Biotecnologia e Bioquímica, em 2010, os pesquisadores Eun- Sun Hwang e Kwang- Kyun Park da Universidade coreana de Jeonju, encontraram, no extrato da casca de magnólia, produtos inibidores da disseminação de células cancerosas da próstata para outras partes do o corpo. Em um segundo estudo, publicado na Anticancer Research, em 2010, o pesquisador S. Chilampalli e seus colaboradores descobriram que a casca de magnólia foi eficaz na redução do risco de câncer de pele induzido por raios UVB. Outros tipos de câncer sobre os quais o extrato de casca de magnólia tem demonstrado eficácia no tratamento são a leucemia e o câncer colorretal, de acordo com um relatório da Chinese Medicine News.

A magnólia ainda ajuda a reduzir a dor e o desconforto das reaçõesinflamatórias, segundo o pesquisador Yi- Ruu Lin e seus colaboradores e o seu trabalho, publicado no Journal of Biomedical Science em 2009. O magnolol e honokiol reduzem a dor por meio da inibição da liberação de uma variedade de produtos químicos inflamatórios no corpo. Esta ação farmacológica significa que a casca de magnólia deve fornecer alívio sintomático para portadores de doenças inflamatórias como artrite, dermatite, colite, queimaduras e neurite.

O consumo excessivo de álcool pode danificar o fígado e levar a uma doença hepática e ao acúmulo de gordura em torno do fígado, muitas vezes impedindo a sua função. Quando pesquisadores da Universidade Nacional de Seul na Coréia testaram o extrato da casca de magnólia, os resultados hepáticos foram impressionantes. No estudo, publicado na edição do Jornal de Ciências Farmacêuticas de abril de 2009, os pesquisadores alimentaram ratos com álcool até que eles desenvolvessem uma doença grave no fígado. A magnólia, então, junto com a dieta de álcool, inverteu completamente todas as alterações do fígado gordo induzidas anteriormente, levando os pesquisadores a concluírem que o extrato de magnólia pode ser um tratamento promissor das doenças hepáticas.

Apesar de suas propriedades antifúngicas, antibacterianas, anti-inflamatórias, antissépticas, anticarcinogênicas e antiespasmódicos, a casca de magnólia também pode causar alguns efeitos colaterais indesejáveis. A casca contém uma substância chamada tubocurarina, que é um alcalóide comumente utilizado como um relaxante muscular. O tubocurarina pode causar paralisia respiratória e é tóxico para as crianças pequenas e bebês, mesmo em pequenas doses. O uso excessivo de casca de magnólia também pode causar vertigem. A casca também contém uma substância chamada magnocurarina, que pode ter um efeito sedativo e que pode reduzir significativamente a pressão arterial quando tomado em doses elevadas. A magnocurarina também pode entorpecer as terminações nervosas, relaxar os músculos e alterar os ritmos respiratório e cardíaco.

Foi uma pesquisa e tanto para um dia vazio de domingo (24/01/16). Ainda não sei se a casca de magnólia é encontrada facilmente no Brasil, mas minha pesquisa continua. Pretendo testá-la e se funcionar, a indústria farmacêutica que me desculpe, mas eu, como uma seguidora das ideias do Dr. Max Gerson e das terapias naturais, dispensarei completamente os medicamentos alopáticos dos meus planos de tratamento e esse é o meu principal objetivo.

Boa notícia! Na segunda-feira 25/01/16 descobri que existem as cápsulas do extrato da casca de magnólia no Brasil e já fiz minha primeira prescrição! Agora é só aguardar as respostas...

18/03/2.016 - Após a conclusão dos primeiros pacientes tratados, os resultados não poderiam ser melhores. Houve relatos de redução do apetite por doces, perda de peso e uma incrível melhora da qualidade do sono, com redução dos despertares noturnos e aumento dos episódios de sonhos. (Danielle Louise Sposito Bourreau)io nem efeitos colaterais graves, diferente da melatonina sintética, cujo uso abusivo, sobretudo por mulheres, é um grande motivo de preocupação e um dos principais assuntos discutidos em congressos da categoria médica.





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